Em História Postal e Pré-Filatelia, designa-se por carta completa uma peça postal conservada na sua totalidade, incluindo a folha ou folhas que constituem a mensagem original e todos os elementos postais associados à circulação da correspondência.
Nas cartas mais antigas, sobretudo anteriores à generalização dos envelopes, a própria folha da carta era dobrada para formar o invólucro postal. Numa das faces exteriores eram inscritos o endereço do destinatário, as marcas postais e as indicações de porte. Quando esta folha se conserva integralmente, com o respetivo conteúdo, considera-se uma carta completa.
A carta completa é particularmente valorizada pelos estudiosos e colecionadores porque permite analisar simultaneamente:
- o conteúdo da correspondência;
- a forma de dobragem da carta;
- o endereço do destinatário;
- as marcas postais aplicadas pelos correios;
- os portes manuscritos ou carimbados;
- o percurso postal da peça.
Por oposição, quando apenas se conserva a parte exterior da correspondência, sem o conteúdo original, utiliza-se frequentemente a designação de sobrescrito ou capa de carta. Quando apenas subsiste uma pequena porção do documento contendo uma marca postal ou um selo, fala-se de um fragmento.
Para o investigador de História Postal, a carta completa constitui frequentemente a fonte mais rica de informação, permitindo compreender não apenas o funcionamento dos serviços postais, mas também o contexto histórico, social e económico em que a correspondência circulou.

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